A Foggy Day in London Town

A Foggy Day in London Town

quarta-feira, 18 de março de 2009

O Marquês e o Súdito Ingrato

quarta-feira, 18 de março de 2009 4
O Marquês Pedepanno é um tipo que não aguenta brincadeira, mas está sempre lá pra brincar. Certo dia, sentado no seu trono (Marquês não é rei - tá é longe, mas se acha) achou que não tinha sido suficientemente bom nas últimas 24 horas (decerto ele tinha sido muito bom com um de seus criados na noite anterior deixando que ele experimentasse a sopa real. Normalmente isso era tarefa do provador-de-sopas-real que o fazia todas as noites para verificar se não haviam envenenado sua comida, mas como a última sopa estava "batizada" e o PSR havia morrido, alguém tinha que o fazer). Chamou então um de seus súditos que atendia pelo nome de Rufino, o LSR (lustrador-de-sapatos-real). Rufino se destacava entre os demais criados do setor de LPM (limpezas pessoais do Marquês - o Marquês adora siglas) por sempre conseguir o mais alto brilho de sapatos reais do marquesado. O nobre súdito apresentou-se rapidamente, prostrado em reverência aos pés do Marquês.
- Em que posso lhe ser útil, Vossa Nobreza? Perguntou o LSR.
- Gostaria de ser bom pra ti, caro súdito. Diz-me lá: o que te faria sentir o mais lisongeado dos meus criados?
- Ó Marquês, já me sinto infinitamente honrado em fazer parte do teu quadro de servidores. Não há nem haverá em toda a terra algo que me deixe mais lisongeado.
- Deixa de ser besta, ô cabra (detalhe, o Marquês Pedepanno é cearense). Desebucha logo e me diz o que tu queres pra que eu possa gastar essa oportunidade de ser bom.
- Posso mesmo, Vossa Majestade?
- Rápido, que essa vontade dá e passa rapidinho.
- Tem uma coisa com que eu gostaria de ser agraciado e lhe tornaria o "mais bom" dos Marqueses, ainda mais do que a infinidade que já és.
- Nestes termos, te dou ouvidos caro lustrador.
- Na sua sala de relaxamento tântrico tem uma Mandala que é muito admirada pela minha senhora e ficaria eternamente grato se pudesse tê-la em minha humilde residência.
- O QUÊ??? Tais me pedindo pra te dar a Mandala de pedrarias que a Marquesa Pedepanno trouxe da nossa última visita à India?
O casal de marqueses tinha ido à India (por causa da novela mesmo) e comprado a maior das mandalas para colocar em seu quarto de meditação tântrica com o intuito de captar as energias positivas. Na verdade era um quarto para a prática de sexo tântrico muito bem decorado e que o Marquês costumava visitar bem mais frequentemente que os outro nem sei quantos cômodos do castelo. E a mandala ficava muito bem lá.
- Desculpe Vossa Senhoria, mas você me perguntou em que poderia ser bom, e...
- LSR, vai me desculpando, mas seu pedido ultrapassou meu orçamento de bondade e como homem casado que és, deveria ter noção do que significa comprar uma briga com a patrôa. Mexer na mandala dela pode me custar um testiculo, que aliás seria o seu caso fosse necessário abrir mão de um.
- Não dá pra estourar o orçamento só essa vez? Indagou o Súdito.
- Dá pra ceder o testículo?
- Infelizmente não. Quer dizer, não pela minha própria vontade, Vossa Magnanimidade.
Nesse momento o clima ficou brabo e as nuvens negras que foram vistas ao redor do castelo foram comentadas por gerações a fio...
- Minha BSI (bondade soberana interna) me diz que posso ser magnânimo contigo e te perdoar pela heresia, mas a mandala fica onde está. Escolho como dote dessa infinita BSI que me assola, dar-te um pôster com minha foto.
- É.. Ma-ma-mais... Um pôster?
- Sim, vai ficar ótimo na sala onde irias pôr a mandala. Te concedo também a moldura (esse complemento de bondade surpreendeu até o menestrel aqui).
- Não posso aceitar, Marquês.
- Como se atreves? Concedi-te o privilégio dá minha bondade, não da minha compreensão, hoje não é terça-feira!
- A verdade é que esse artefato não combina com o meu sofá, ao contrário da mandala.
Qualquer um que lembre um pouco das histórias do Marquesado de Pedepanno saberia que essa não é uma postura muito adequada para um súdito prostrado diante do marquês, mas começo a achar que o cheiro de graxa de sapato deve ter destruido uma boa quantidade dos neurônios de Rufino.
- Guaaaardas! Ordeno que tirem esse súdito ingrato da minha frente e o coloquem na masmorra por quinze dias, comendo somente pão e água. E condeno o sofá da sua casa a ser queimado por não combinar com o pôster real.
- Mas, Marquês, piedade, por favor, não não... E continuou repetindo os nãos enquanto era arrastado pelos corredores do castelo até a masmorra...

- Piedade é aos sábados.



segunda-feira, 16 de março de 2009

Liderança Eficaz e um Táxi, Por Favor.

segunda-feira, 16 de março de 2009 2
Liderar não é coisa pra qualquer um não. Hoje comecei um curso de liderança eficaz no SEBRAE. Cheguei atrasado (-1 ponto). Culpa do trânsito infernal na Abdias? Culpa da minha falta de motorização? Não, falta de atitude mesmo. Depois do primeiro dia de curso você fica se achando o pior dos piores lideres de equipe. E nem vem que não tem, isso vale pra todos - os tais cursos do SEBRAE são uns apontadores de falhas, com o perdão da palavra, do caralho. Pena que como bom brasileiro minha memória é curtinha. Meu atraso não era nada que um TAXI não resolvesse. Aliás, depois do primeiro dia de curso, acho que todos os problemas de mau exemplo como lider se resolveriam com um TAXI. Chegar atrasado de manhã por estar sem carro e esperar carona: TAXI pra mim. Não fazer dez atendimentos a clientes por dia porque o DH da empresa está temporariamente com um carro só: TAXI. Almoçar quase duas da tarde e ir pra casa a pés, no sol. Outro TAXI. Chegar atrasado no curso agendado pela empresa (que eu mesmo agendei). Chama um TAXI. Só lembrando que essa hora é Bandeira 2.
Depois de tanta demora, enfim cheguei. Eu tenho meu "q" de psicólogo e qualquer um que me conheça sabe que é um prato cheio pra mim entrar numa sala com 25 pessoas diferentes, a maioria desconhecidas, expondo seus pensamentos e fazendo as vezes de tímidos-extrovertidos. Freud daria pulos, que dirá o Tiago aqui. Imagina que a primeira frase que se escuta na sala, ainda na dinâmica de apresentação é uma senhorazinha franzina ao ser perguntada pelo maior sonho: "Acabar com a violência sexual no mundo". Até que tirando a fuga parcial do tema, o sonho é dela e ela sonha o que quiser. Mas eu queria ver quem, estando ali no meu lugar, não acharia que se tratava de uma vítima de estupro tentando se ressocializar. Nada contra as vitimas de estupro que queiram se ressocializar. Até acho um ponto dramático na vida que deve ser tratado com a maior delicadeza entre os envolvidos, mas... Sandra Bullock em Miss Simpatia e o clássico "world peace" foi bem mais convincente. É, né? Entre atoleiros psicológicos e rios de frases feitas, foram três horas bastante produtivas. Eu até sou cabeçudo e duro pra me dobrar, mas mesmo sendo bombardeado por clichês a noite inteira, eu tenho que tirar o chapéu pra esses cursos do SEBRAE. Nos fazem sentir vivos, entre humanos diferentes e cabeças pensantes. Acredita que por um momento eu achei que nem só de automatizar postos de combustiveis vive o homem? Um momento - que passou, rsrsrs. Fica a lição de hoje: Atitude, Tiago. Atitude.

Essa vai pra seção PANNOS QUENTES:

"O mundo espera que você seja só a metade do que você espera
que seja no mundo"


Delacroix em "A Liberdade liderando o povo/A Liberdade guiando os povos", icone da insurreição de Paris, reflexo das lutas politicas que aconteceram durante a revolução francesa.

domingo, 15 de março de 2009

Ne Me Quitte Pas

domingo, 15 de março de 2009 1
Não me deixe. Dont´t leave me. Ne me quitte pas. 

Em outros tempos queria deixar. Em algum momento quis poder. Já outras tantas vezes quis querer, mas o querer só existe quando se pode ser bem mais do que é. Insisto outra vez em deixar mas não me envolvo. Descobri que não é o mistério que me atrai, mas a idéia de que um final gravado de acordo com a vontade de alguém, ainda assim possibilita inumeras interpretações. O fato é feito, consumado. Mas muda. De mente pra mente, ora sendo sutil e maleável, ora sendo direto e firme. E por poder mudar é que me sinto livre pra escrever meu próprio final e me adaptar ao seu ne me quitte pas.

"Rapte-me camaleoa/Adapte-me a uma cama boa/Capte-me uma mensagem à-toa/De um quasar pulsando loa/Interestelar canoa. Leitos perfeitos/Seus peitos direitos me olham assim/Fino menino me inclino pro lado do sim/Rapte-me, adapte-me, capte-me, it?s up to me, coração/Ser querer, ser merecer, ser um camaleão. Rapte-me camaleoa/Adapte-me ao seu ne me quitte pas"



quarta-feira, 11 de março de 2009

O amor é Público

quarta-feira, 11 de março de 2009 4
O amor é público. E não é público por ser por todos nem pra todos. É público por estar estampado na cara para quem quiser ver. É uma via de mão dupla sem regras, sem eira, sem beira. É um caso de estudo, é uma porta bem aberta, um livro a ser lido. Não se ama pra ficar escondido. O amor requer publicidade, reconhecimento. É o amor que mostra ao mundo o nosso jeito idiota de ser. É o amor que nos faz quem somos e como somos. E o mundo tem que ver. Precisa ser um motivo pra levar tapa na cara e tapinha nas costas. O amor é carente de orgulho e sedento por votos. É uma busca constante pra ser o melhor naquilo que faz. É um sentimento que se mostra puro, mas cheio de segundas intenções. É o que é não pelo ser, pelo estar, mas pelo sentir, pelo reagir.

Declaro com todas as letras: gasto o que tenho e o que não tenho para ser amado. Amo porque gosto da sensação de amar, amo porque preciso ser rodeado de amor, amo porque amor é fundamental como oxigênio e é preciso amar antes que os outros gastem todo o amor do mundo. Não ama mais quem tem o maior coração, ama aquele que sabe estampar seu amor nos jornais. Ama mais quem faz a maior declaração de amor. Ama mais o coração que faz mais barulho, que pulsa mais alto, o que arrebata aqueles que amam, o que convida os que não estão dispostos a amar. O amor precisa derreter de inveja, precisa estigar a cobiça, precisa faturar alto. O amor não pode ficar na estante, ele precisa ganhar o mundo, ter vida própria, ter cara. Ter Slogan. Se não tira do sério, não é tão amor assim. Se te deixa brexa pra outros amores, tampouco. Amar é ter motivo pra fazer promessa, subir escadarias de joelhos e de costas. É ter energia suficiente pra ir à lua e ter brilho suficiente pra criar as próprias estrelas. Não me venha com amores baratinhos, xulos. Se se encontra outro igual em cada esquina... Não é amor. Se todo mundo tem um parecido... Que imitação barata de amor. O amor é proprietário, é dono e não sócio. É patrão, tem poder. Cria mundos e civilizações. O amor te faz poeta de primeira linha, te faz cozinheiro, arquiteto e astronauta. Se nunca foi médico por amor, nunca amastes. O amor cura, o amor até adoece pra curar depois. O amor tem que ser selvagem, tem que ganhar no grito, tem que ser firme. O amor tem que ser perigoso. Tem que saber dirigir no escuro, tem que ter coragem pra gritar pro mundo um "eu te amo" que cale a boca. Amar é fazer uma tatuagem na testa, é queimar a ferro quente. É não deixar espaço pra ninguém. Amar te faz onipotente, onipresente. Amar é se sentir Deus. E nem venha me chamar de hipócrita por comparar o amor a Deus. O amor comete heresias a todo tempo, cria sua própria religião e seu próprio tempo. Atire a primeira pedra quem não quiser um amor assim. Me condene se for capaz de dormir com a consciência tranquila. E se o fizer, que pena. Deixe o amor te corroer, te corromper. Seja quem for, se torne quem for, mas não deixe um amor guardado. O amor guardado envelhece, morre. Amor tem que ter claustrofobia, tem que ir pra rua, tem que puxar o bloco. Amar é saber a hora de por fogo e saber apagar pra virar herói. Deixe o amor ser público, permita que ele seja você e não que você seja ele. O amor quer ser mártir, quer criar um feriado, quer ser ditador. Deixe o amor criar as regras, deixa ele andar em areia movediça quando quiser, deixa ele ser teu pai, teu filho. Deixa o amor pecar. Não segure o amor entre os dedos, não domestique o amor. Amor sem asas é qualquer outra coisa e quem quer qualquer coisa não quer amar. Quem se contenta com pouco não sabe amar. Quem é muito pouco não merece amar.

Publique o amor, candidate o seu amor. Ponha em todas esquinas, em todos os mapas uma indicação pro seu amor. Pendure uma seta no seu amor, deixe ele aparecer. Curta a intensidade de ser amado até a última gota e tenha sede por outro copo de amor. Deixe seu amor ser público, faça com que todos o queiram, faça com que todos o amem e faça isso pra sempre, pois menos que - eterno - não é amor. Menos que - por toda vida - não é amar.

terça-feira, 10 de março de 2009

Amor Possível

terça-feira, 10 de março de 2009 1

Quero falar de um AMOR POSSÍVEL. Um amor que contra a minha vontade insistiu em existir. Mas foi também um amor que - se teve vida - não aprendeu a viver. Um amor natimorto que foi concebido não sei por que razão.

Era um amor daqueles que me fazia tremer na base, perder o chão. Que me tirava a voz num segurar de mãos; que me trazia à mente um filme de minha vida nos instantes em que durava um abraço. Eu tive um desses possíveis amores possíveis. Amor este que realizei ser impossível quando enfim lhe roubei um beijo. Num instante mínimo percebi que nossas mentes pensavam o mesmo e que nossos desejos eram iguais. Mas nossos corpos se esforçavam para não serem percebidos em sintonia, e na sua outra mão, distraído, estava lá um outro alguém que tinha dela uma parte muito maior que aquela que me sobrava. Outra história, outros momentos. Eu era apenas uma aventura em pensamento. Um devaneio que tinha carne, ossos e um sentimento inexplicável. Um ardor no peito que fluía pela pele... Então caiu sobre aquele amor o medo de se entregar a um sentimento complicado e mal formado. Medo de arriscar um jogo ganho por uma partida incerta, sem regras e sem garantias. Então, por ironia de um acaso, o mesmo amor que nos uniu, nos separou. Daí pra frente, deixei de sentir em seus olhos aquela paixão que costumava me olhar. Foi substituída por um descaso meio perdido no tempo. Daí, os laços que formamos um dia começaram a se desatar, um a um. O prazer que sentíamos quando estávamos juntos foi substituído por uma amizade sem fundamentos... Mas totalmente possível.

Assim, começamos a nos ver menos, respeitar-nos mais. Começamos a mudar os assuntos, demonstrar os pudores. E antes que conseguisse perceber o que realmente havia, éramos de novo quatro. Eu, ela, o outro alguém e aquele amor morto, encaixotado. Para mim, restou o poder de fechar os olhos e lembrar-me daquele pequeno instante em que mesmo que fôssemos mil, éramos apenas os dois. E naquele momento em dois, fico feliz em ter sido - por um segundo - só um.

Inspiração

INSPIRAÇÃO. Toda história de vida precisa de inspiração. Às vezes ela decorre de uma simples lembrança, outras vezes é necessário aguçar algum sentido pra que ela chegue. Ouvir uma voz ao telefone, por exemplo, é surpreendentemente inspirador. O tom suave ou agressivo de uma voz que pode estar em qualquer parte do mundo é capaz de trazer lembranças há muito esquecidas, e por fim – inspirar. Se te despertou um sentimento adormecido; se te instigou a viajar nas histórias que envolvem aquela voz... Vai fundo.

Um dia desses, recebi uma ligação de um amor que não pude ter. Foi uma ligação em hora imprópria e trouxe pra um primeiro plano uma série de lembranças que aparentemente deveriam ficar bem guardadas na cachola. Uns segundos de conversa a mais e a voz parecia adquirir um perfume que inebriava a mente como uma sala vazia sendo incensada. De repente você se pega com um sorrisinho de meia-boca e quando menos espera já tem na boca um gosto diferente: gosto de momento especial; gosto de lembrança boa. Ai você fecha os olhos e vê, de olhos bem fechados, imagens que já passaram e que decerto de olhos abertos não vai ver de novo. Isso é o início da inspiração. Aquilo que tira de dentro de ti coisas que já passaram, mas de um jeito que te faz viver tudo outra vez. Se puder, põe tudo num papel. Quem sabe daqui a uns anos você sente com os dedos, alisando a folha escrita, as mesmas lembranças que aquela voz lá do início te trouxe.

INSPIRAÇÃO. Também é aquilo que te faz agir inesperadamente, te faz pegar o telefone e transmitir a tua voz para outro alguém que esteja à procura ou espera de inspiração. Ser a inspiração de alguém é por demais inspirador. É como tomar controle de outra mente. É como escrever um livro diretamente na alma de alguém. Outro conselho? Se este alguém puder, que ponha num papel. Quem sabe daqui a uns anos ele sinta com os dedos, desmaterializando o papel, as mesmas lembranças que te inspiraram a inspirar.

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 5 - Telejornalismo

A televisão é o meio de comunicação que tem maior alcance de público na atualidade. Em praticamente todos os lares brasileiros existe um aparelho de TV, capaz de transmitir programas de televisão, propagandas e – telejornais. O telejornal tem como fundamento difundir notícias e informações em geral através de som e imagem. Surgiu no Brasil nos anos 50 e hoje é visto como o veículo de comunicação mais eficiente e rentável.

Os telejornais possuem os mais variados perfis, desde aqueles que direcionam para um público específico, os que tratam de uma temática específica e aqueles que transmitem todo o tipo de informação para o público em geral. O perfil do telejornal também varia de acordo com a emissora e sua linha editorial. O que eles têm em comum é que, guardadas as proporções, possuem a mesma estrutura de pessoal. Diversos profissionais são demandados para que o resultado seja o telejornal que assistimos, desde o apresentador e o repórter, com quem temos os primeiros contatos visuais, até todo o pessoal de redação, edição, direção, etc...

Especificamente tratando do repórter, o profissional que apresenta as reportagens e que na maioria dos casos é o mesmo que coleta a informação e escreve as matérias, podemos dizer que ele é grande parte da “cara” que o telejornal tem para o público. O repórter quando chega na redação, logo cedo, checa a pauta (lista das matérias que deve cobrir) que foi deixada para ele e em seguida consulta suas mensagens e fontes a procura daquilo que também possa ser noticiado. O repórter deve estar sempre atento a tudo que acontece, pois a cada momento podem surgir assuntos que entrem em sua pauta. “Se eu for ao banheiro, ao sair, pode mudar tudo”, diz Marjones Pinheiro, repórter da rede globo nordeste que atua nos telejornais Bom Dia Pernambuco e NETV 1ª Edição. O repórter de TV, por ter sua imagem constantemente exibida, também deve ter além de tudo um cuidado especial com a aparência. Faz parte da rotina diária do profissional, cuidar-se, preparar suas roupas de acordo com o que for passado pela emissora e estar sempre com um bom aspecto.

O repórter então segue para o campo em busca de informação para produzir as matérias e gravá-las. Ainda na rua, além disso, jornalistas como Marjones gravam voltas (gravações de voz para serem exibidas juntamente com imagens do cinegrafista) e mandam juntamente com todo o material direto para a emissora, onde será editado e preparado para exibição. Ao concluir o seu dia em campo, o repórter retorna à redação e faz o fechamento dos textos para o telejornal da noite. Também deixa tudo pronto para o caso de um outro repórter retomar um tema abordado por ele.

O jornalista de TV possui um dia-a-dia muito movimentado. Tudo tem prazo, tempo marcado. Praticamente não existe margem para erros. Ele deve ser amigo do relógio e de seu celular, estando sempre a postos, preparado para uma possível reviravolta nos seus planos a qualquer momento. Nos tempo que lhe sobra, não custa nada manter-se informado sobre tudo o que puder, pois sabe que o bom jornalista é aquele que vai além da notícia.

Texto escrito em 05/11/2007

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 4 - Fotojornalismo

O fotojornalismo traz em sua própria morfologia a união que representa entre o jornalismo e a fotografia. É essencialmente uma forma de transmitir notícias aliadas à compreensão e o impacto somente conseguidos através da imagem. Registrar emoções, transmitir pensamentos que não se traduzem em palavras, expressar idéias e sentimentos que possam ser captados diretamente pela alma daquele que lê a notícia. Essa é a função principal no dia-a-dia de um fotojornalista.

O profissional que trabalha nesse ramo deve saber “trazer para a linguagem da imagem, (visual, estética, semiótica) o acontecimento e relatar através da própria”. Palavras de Dorivan Marinho, profissional atuante desde 1986 com passagem pela agência BG Press, Jornal de Brasília e Ministério das Comunicações, além de outros. Dentre os muitos trabalhos que desenvolveu ao longo da carreira, foi fotógrafo de gabinete do Ministro Antônio Carlos Magalhães e freelancer da revista Época e jornal Folha de São Paulo. Dorivan remonta o seu dia-a-dia como sendo um trabalho de responsabilidade que exige do profissional conhecimento em várias áreas – cultura, antropologia, conhecimentos gerais, etc... – “para realizar abordagens mais amplas, justas, sinceras, transparentes e longe de falsas ideologias ou condução em massa, que muitos veículos insistem”. Para Ele o fantástico é lutar pela primeira página, estar sempre com uma boa pauta, pois toda ela pode ser a “primeirona” do dia. Mas não deixa de assumir que além da beleza e poesia que o trabalho traz, o stress é inevitável e cruel. “A redação tem um ritmo alucinante. Grandes jornais, assessorias de comunicação governamentais e agências exigem atenção especial, não podendo errar ou perder nenhum detalhe na produção de pauta”. Dorivan é o tipo de profissional que apesar de sonhar alto mantém os pés no chão. Vivenciou profissionalmente o final dos anos oitenta e toda a década de noventa. No momento presente acredita que o fotojornalismo está passando por profundas transformações. O formato digital em crescente avanço trouxe consigo novas idéias e formas de trabalho. “Estamos vivenciando um período de transição de filme e digital”. Essas mudanças trazem também algumas dúvidas e incertezas para o profissional: ele questiona-se se o novo é melhor ou se não está sendo pretensiosamente valorizado. As tecnologias do mundo moderno estariam nos forçando a buscar soluções para problemas que até então não existiam. E paradoxalmente, “as mesmas soluções que auxiliam, incomodam”. O mercado de fotojornalismo, como a maioria das outras profissões, também está fragmentado, abalado, instável. “São os tão queridos tempos modernos!”, diz Ele.

Dorivan é forte em suas declarações, mas estas remontam a alma saudosista e leve daquele que nos últimos vinte anos viu com seus próprios olhos aquilo que nós só pudemos ver através do seu olhar em seu registro fotográfico. Ele não deixa de dizer que é preciso essencialmente fotografar bem e escrever bem para ser um bom fotojornalista. E sugere leituras como “A Estética do Filme” e “O Ato Fotográfico”, ambos de Jacques Aumont. Para maior conhecimento do profissional, visite seu portfólio virtual em www.dorivanmarinho.com.br.

Texto escrito em 05/11/2007

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 3 - Assessoria de Imprensa

“Engana-se quem pensa que a rotina do jornalista que trabalha em assessoria de imprensa é menos intensa do que a do profissional de redação”, diz Áurea Regina de Sá, diretora da agência Escritório de Comunicação. O Assessor de Imprensa é aquele que faz a ponte entre a empresa e a imprensa, e tem dentre outras missões a tarefa de divulgar a imagem da instituição que está representando. Isso exige do jornalista muita dedicação, conhecimento profundo do cliente e um estreito relacionamento com os profissionais dos meios de comunicação.

O dia começa cedo para o AI. Ele deve estar por dentro da rotina diária do cliente e ficar atento a tudo aquilo que possa se tornar notícia. Faz parte do seu dia-a-dia buscar pautas interessantes sobre o assessorado, elaborar e distribuir os releases (documentos enviados pelas assessorias para a imprensa com o intuito de serem publicados) e efetuar a clipagem (coleta do material enviado que tenha sido publicado). “É preciso saber trabalhar com a informação como matéria prima, fazê-la fluir dentro das organizações e externamente também”, cita o prof. Mauro Mauer, antigo AI da UNISUL, trabalhando atualmente na produção do jornal online UnisulHoje. “Além do envio de notícias à mídia, existem várias maneiras de divulgar a organização, como por exemplo: newsletter externo (jornalzinho para clientes) e participação em eventos da área. A produção de tudo isso também é de responsabilidade da assessoria” lembra Katharine Lima, gerente de MKT e comunicação da Qualiti Software Processes.

O assessor é mais executivo que o jornalista de outras áreas. Escreve sempre pensando na empresa ou organização que assessora. “O jornalista pensa mais na relevância social do seu trabalho”, informa Mauro. Mas não se diferenciam na sua essência. “O AI que não pensar como um jornalista que está na função de repórter de jornal, rádio ou TV terá pouquíssimas chances de emplacar pautas e matérias de seus assessorados”, diz Rafael Matos, um dos assessores de imprensa da UNISUL. Ser assessor é ser também uma ferramenta de marketing para o cliente, possibilitando a divulgação das empresas nos veículos de comunicação de forma gratuita, unindo os interesses do assessorado com a constante busca por novidades dos meios de comunicação. Além de produzir uma divulgação em forma de notícia, tendo mais credibilidade que os anúncios comerciais. “A assessoria de imprensa deve ser vista como um investimento para fomentar novos negócios”, afirma Áurea Regina de Sá.

O mercado para assessores de imprensa está em crescente expansão. Cada vez mais as empresas reconhecem os benefícios da divulgação institucional e a cada dia abrem-se novas vagas para contratação de assessores. Além das assessorias independentes, que buscam constantemente pessoal capacitado com visão empreendedora. Segundo os profissionais atuantes da área, enquanto existirem instituições interessadas em divulgar um produto, uma idéia ou um conceito, haverá espaço no mercado para assessores de imprensa que sejam capazes de pensar estrategicamente a informação.

Texto escrito em 05/11/2007

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 2 - Jornalismo Online

O jornalismo online nasceu da união entre o que temos por concepção de jornal, herdado do jornal impresso e o meio de comunicação que mais cresce e se desenvolve atualmente: a Internet. Agregando a isso todas as possibilidades que a “web” possui, o jornal online pode ser considerado um resultante da fórmula: jornal convencional + TV + rádio + magia da informação em tempo real + limite da criatividade do homem em uma mídia eletrônica de alcance global.

  O profissional que trabalha em “online” precisa ter, além de todas as outras características de um bom jornalista, um domínio dos recursos que lhe são disponibilizados pelo advento da Internet. No portal Verdes Mares (e sites sob a bandeira, como Diário do Nordeste, TV Diário, TV Verdes Mares, etc...) onde a função do jornalista é integrar os conteúdos de vários veículos e disponibilizá-lo no formato online, por exemplo, é preciso ter um bom texto, ser fotógrafo e conhecer de edição de áudio e vídeo. É imprescindível “saber como aproveitar informações/ferramentas disponíveis na web para melhorar a contextualização dos assuntos, o relacionamento com fontes, a agilidade da comunicação entre equipes, a busca de dados específicos e exibição dos conteúdos produzidos”, informa Leonardo Sales, editor de conteúdo do Portal Verdes Mares. É fundamental ter “DNA de Web. Não somente conhecer os processos, mas ter agilidade para descobrir ou criar novos”. No Portal, a maioria dos trabalhos é feito por uma única pessoa. “Ele precisa necessariamente ser um “faz-tudo”, ser multimídia”.

Alguns jornais online têm redação própria, como é o caso do CorreioWeb, da rede Diário Associados. Para Sofia Krause, repórter da editoria de cultura, o trabalho é intenso: coletar os releases (documentos enviados pelas assessorias para a imprensa com o intuito de serem publicados), fazer a “ronda” (no caso da editoria de cidades) ligando para as delegacias para saber se há alguma “ocorrência em destaque”, fazer a reunião de pauta, escrever e publicar. Com o agravante de que tudo deve entrar no ar assim que ocorre. “Não temos o luxo de poder esperar o dia terminar para fechar o jornal”, diz Sofia. O repórter de “web” também vai a campo, faz entrevistas e traz coberturas exclusivas para o jornal online. Sem esquecer da palavra de ordem no jornalismo online - interatividade. Neste tipo de mídia o leitor vai atrás do que quer, participa, opina, expressa sua opinião e espera retorno. Manter um contato direto com ele, respeitando seu ponto de vista e com o intuito de tornar o conteúdo cada vez mais direcionado deve estar na lista de prioridades de todos os que atuam neste formato. A Internet está em constante crescimento e o jornalismo online por sua vez, também. Portanto, necessitando cada vez mais de novos profissionais com o perfil adequado. Infelizmente a realidade mostra que as faculdades ainda não preparam o estudante corretamente. “Sinto uma certa demora das universidades em criar cadeiras de prática avançada de recursos online no jornalismo”, complementa Leonardo Sales. É necessário andar a passos mais largos se quisermos dominar a contento as tecnologias disponíveis e favorecer ainda mais o jornalismo online.

Texto escrito em 05/11/2007

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 1 - Jornalismo Impresso

O jornalismo impresso foi uma das primeiras manifestações do homem em interessar-se por aquilo que se passa ao seu redor. Desde o seu surgimento e constante aprimoramento em função da evolução das técnicas de imprensa, o jornal impresso vem se mantendo no topo da lista dos meios de comunicação mais confiáveis. Mesmo que os outros meios tenham o seu “brilho”, é ele que figura como o mais procurado na hora de saber realmente a verdade dos fatos. Muita paixão, dedicação e conhecimento do mundo ao seu redor são características imprescindíveis para aquele que deseja ser repórter nesse meio.

Chegar cedo à redação, pegar as pautas, apurar, buscar, informar-se, escrever... É apenas uma pincelada sobre o que faz no dia-a-dia o repórter de impresso. Para Katarina Cardoso, chefe de reportagem da Folha de Pernambuco, para ser um bom profissional “é preciso estar sempre bem informado. Ler jornais, sites, blogs, ver noticiários na TV”. A jornalista Andreza Vasconcelos, que trabalhou por oito anos como repórter do Jornal do Commércio, quando perguntada sobre o que diferencia o jornalista de impresso dos demais, vai além: “é preciso pôr a mão na massa... em impresso não tem essa coisa que tem em TV e rádio da notícia passar por um setor de apuração e produção antes de chegar na mão do repórter”. E acrescenta: “em impresso o repórter está muito envolvido com tudo, desde a concepção da pauta (onde na maioria das idéias é dele) até o produto final”.

Uma questão importante a ser tratada quando o assunto é jornalismo impresso é o mercado de trabalho, que para o profissional dessa área é bastante reduzido. No estado de Pernambuco existem apenas três jornais de grande circulação diária e a quantidade de novos profissionais sendo lançados no mercado de trabalho todos os anos é imensa. A opinião de A.V. é de que “essa quantidade de gente entrando no mercado nunca vai ser absorvida por um mercado assim tão restrito”. A editora de treinamento da redação da Folha de São Paulo em nota enviada pelo seu ombudsman Mário Magalhães, diz que “há perto de cinqüenta faculdades de jornalismo no estado de São Paulo. Em apenas uma delas, a UNINOVE, são 1.500 estudantes... a enorme maioria deles não vai conseguir trabalhar em um bom jornal ou revista e vai exercer a profissão numa assessoria de imprensa ou em uma publicação pequena”. A única afirmação comum entre os profissionais consultados, é que – utilizando palavras de Katarina Cardoso – “há sempre espaço para os bons”.

É possível observar também, de forma clara, que o jornalismo impresso vem no decorrer da sua história passando por constantes modificações, se adaptando às novas realidades, como após o surgimento do rádio, em seguida da televisão e agora com a consolidação da Internet como meio de comunicação. Mas a mesma história nos mostra que ele conseguiu manter o seu espaço e de acordo com a visão dos profissionais atuantes na área – está longe de perdê-lo.

Texto escrito em 05/11/2007

Perspectiva: Futuro do Jornal Impresso

O jornal impresso como se conhece hoje é resultante de um processo bastante longo de evolução. Durante muitos séculos, invenções surgiram e foram desaparecendo num processo de constante aprimoramento até chegar ao modelo atual. O seu desenvolvimento se deu a partir da junção de várias técnicas e aparatos tecnológicos, como o papel (substituto definitivo dos pergaminhos e papiros) e a tipografia (que se firmou no lugar das reproduções manuais e dos métodos primários de “carimbo”), até chegar na imprensa moderna.

Aliada a esses conceitos está a idéia dos informativos que surgiram em vários povos na antiguidade. Em Roma, por exemplo, ha muito tempo as notícias eram publicadas em jornais “murais”. Fatos históricos como esse levam a perceber que existia uma necessidade inerente de transmitir ao povo as informações e os acontecimentos. No princípio, a divulgação se limitava aos assuntos ligados à realeza, depois foram incluídos os de interesse geral como notícias de guerras e catástrofes. Até que se resultou no formato conhecido de jornal que temos: impresso, dotado de periodicidade e atualidade, e cujo conteúdo se enriqueceu com o passar do tempo.

Nos dias atuais, é possível observar que chegamos a uma etapa da história onde a linha existencial do jornal impresso começa a curvar-se para baixo. Associado a este fato, o surgimento natural de novos meios de comunicação mais funcionais nos leva a pensar: o que o futuro reserva para o jornal? Baseando-se em registros históricos, nota-se que quando um novo meio de comunicação nasce, este tende a integrar-se aos já existentes e não a lhes sobrepor. Essa característica é de fato verdadeira e deve se manter por um longo espaço de tempo. Porém, utilizando como base os últimos anos e o constante avanço tecnológico, nota-se que o espaço deixado pelos novos meios para os antigos vem se encurtando cada vez mais. Outro aspecto que contribui para esse quadro é a realidade econômica que se mostra inclinada a desenvolver os meios de comunicação de baixo custo de acesso ou ligados unicamente à disponibilidade do recurso técnico de recepção. Ainda assim é difícil conceber uma afirmação acerca desse desaparecimento gradual, pois ele está diretamente ligado ao lento e preconceituoso processo de inclusão digital que pode levar séculos para acontecer em sua plenitude.

Acredita-se que ainda por muito tempo perdurará o formato do jornal e as suas idéias principais como periodicidade, variedade e atualidade. Mas não é preciso ir muito longe para perceber que os novos horizontes da tecnologia estão se abrindo e trazendo uma grande quantidade de inovações que possibilitarão ao ser humano unir a utilidade de um jornal impresso como é visto hoje com as características gerais das tendências globalizadas como interatividade, multimídia, ausência de fronteiras, etc... Esta nova “roupagem” dos jornais será adaptada aos tempos que virão e, para tal, é muito pequena a probabilidade de ser impressa nos moldes conhecidos.

Texto escrito em 05/05/2005

O Que é Comunicação

O livro ‘O Que é Comunicação’ de Juan Bordenave nos remete a um período histórico muito peculiar que é o início dos anos 80. Nesta época, estávamos começando a nos desvencilhar das linhas ditatoriais e a nos reconhecer como agentes formadores da sociedade de massa. O autor, que tem sua linha de pensamento orientada à educação nos prepara para essa inserção apoiado no conceito que considera primário: “a comunicação como eixo central” para a construção de uma sociedade ideal.

Inicialmente nos deparamos com a descoberta do homem social, onde este seria criador e produto da sua sociedade e cultura. Neste instante, torna-se claro a insuficiência e inadequação dos métodos educacionais até então aplicados, bem como da utilização dos meios de comunicação propriamente unilaterais (transmitiam apenas as idéias do comunicador, ignorando a natureza do receptor) e seguidores de um modelo estático. Em um segundo momento, vem a idéia de que a comunicação é inerente ao homem social e deste não pode se desvincular. O autor inicia então uma jornada retrospectiva na história, mostrando como (desde as primeiras trocas de informação e evoluindo até o mais recente avanço tecnológico da época) conseguimos nos encaixar num grande quebra-cabeça que forma a imagem de que somos ao mesmo tempo criadores, fruto e escravos da nossa linguagem.

Seguindo sua idéia primária, Bordenave nos mostra o poder da comunicação e suas diversas facetas e aplicações. Mostra como a linguagem pode ser usada a favor de uma causa e como ela é capaz de criar e destruir mentes e povos. Ele também nos faz enxergar a importância do seu uso correto e direcionado, sua versatilidade e seus efeitos na modernidade em prol das várias áreas de influência social como a política e o comércio e como todas essas interpretações irão variar de acordo com o contexto em que está inserida, com a aplicação desejada e com a bagagem cultural e nível social dos interlocutores.

Trazendo o autor para o nosso contexto histórico atual, percebemos que a nossa sociedade, no ponto de vista apresentado, não se modificou muito nos mais de vinte anos que se passaram desde a publicação do livro. Sofreram-se evidentemente algumas alterações decorrentes do inevitável progresso tecnológico e da modificação do pensamento social que se adequou cada vez mais a idéias globalizadas, mas manteve-se a mesma linha de pensamento. É certo que estamos evoluindo para nos tornarmos uma sociedade extremamente interativa, mas estamos ainda muito longe de um modelo ideal de comunicação: onde compreenderíamos perfeitamente a todos, e por todos seriamos também compreendidos.

Texto escrito em 20/02/2005

 
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