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terça-feira, 10 de março de 2009

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 4 - Fotojornalismo

terça-feira, 10 de março de 2009

O fotojornalismo traz em sua própria morfologia a união que representa entre o jornalismo e a fotografia. É essencialmente uma forma de transmitir notícias aliadas à compreensão e o impacto somente conseguidos através da imagem. Registrar emoções, transmitir pensamentos que não se traduzem em palavras, expressar idéias e sentimentos que possam ser captados diretamente pela alma daquele que lê a notícia. Essa é a função principal no dia-a-dia de um fotojornalista.

O profissional que trabalha nesse ramo deve saber “trazer para a linguagem da imagem, (visual, estética, semiótica) o acontecimento e relatar através da própria”. Palavras de Dorivan Marinho, profissional atuante desde 1986 com passagem pela agência BG Press, Jornal de Brasília e Ministério das Comunicações, além de outros. Dentre os muitos trabalhos que desenvolveu ao longo da carreira, foi fotógrafo de gabinete do Ministro Antônio Carlos Magalhães e freelancer da revista Época e jornal Folha de São Paulo. Dorivan remonta o seu dia-a-dia como sendo um trabalho de responsabilidade que exige do profissional conhecimento em várias áreas – cultura, antropologia, conhecimentos gerais, etc... – “para realizar abordagens mais amplas, justas, sinceras, transparentes e longe de falsas ideologias ou condução em massa, que muitos veículos insistem”. Para Ele o fantástico é lutar pela primeira página, estar sempre com uma boa pauta, pois toda ela pode ser a “primeirona” do dia. Mas não deixa de assumir que além da beleza e poesia que o trabalho traz, o stress é inevitável e cruel. “A redação tem um ritmo alucinante. Grandes jornais, assessorias de comunicação governamentais e agências exigem atenção especial, não podendo errar ou perder nenhum detalhe na produção de pauta”. Dorivan é o tipo de profissional que apesar de sonhar alto mantém os pés no chão. Vivenciou profissionalmente o final dos anos oitenta e toda a década de noventa. No momento presente acredita que o fotojornalismo está passando por profundas transformações. O formato digital em crescente avanço trouxe consigo novas idéias e formas de trabalho. “Estamos vivenciando um período de transição de filme e digital”. Essas mudanças trazem também algumas dúvidas e incertezas para o profissional: ele questiona-se se o novo é melhor ou se não está sendo pretensiosamente valorizado. As tecnologias do mundo moderno estariam nos forçando a buscar soluções para problemas que até então não existiam. E paradoxalmente, “as mesmas soluções que auxiliam, incomodam”. O mercado de fotojornalismo, como a maioria das outras profissões, também está fragmentado, abalado, instável. “São os tão queridos tempos modernos!”, diz Ele.

Dorivan é forte em suas declarações, mas estas remontam a alma saudosista e leve daquele que nos últimos vinte anos viu com seus próprios olhos aquilo que nós só pudemos ver através do seu olhar em seu registro fotográfico. Ele não deixa de dizer que é preciso essencialmente fotografar bem e escrever bem para ser um bom fotojornalista. E sugere leituras como “A Estética do Filme” e “O Ato Fotográfico”, ambos de Jacques Aumont. Para maior conhecimento do profissional, visite seu portfólio virtual em www.dorivanmarinho.com.br.

Texto escrito em 05/11/2007

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