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terça-feira, 10 de março de 2009

Ensaio: Segmentos do Jornalismo - TEXTO 1 - Jornalismo Impresso

terça-feira, 10 de março de 2009

O jornalismo impresso foi uma das primeiras manifestações do homem em interessar-se por aquilo que se passa ao seu redor. Desde o seu surgimento e constante aprimoramento em função da evolução das técnicas de imprensa, o jornal impresso vem se mantendo no topo da lista dos meios de comunicação mais confiáveis. Mesmo que os outros meios tenham o seu “brilho”, é ele que figura como o mais procurado na hora de saber realmente a verdade dos fatos. Muita paixão, dedicação e conhecimento do mundo ao seu redor são características imprescindíveis para aquele que deseja ser repórter nesse meio.

Chegar cedo à redação, pegar as pautas, apurar, buscar, informar-se, escrever... É apenas uma pincelada sobre o que faz no dia-a-dia o repórter de impresso. Para Katarina Cardoso, chefe de reportagem da Folha de Pernambuco, para ser um bom profissional “é preciso estar sempre bem informado. Ler jornais, sites, blogs, ver noticiários na TV”. A jornalista Andreza Vasconcelos, que trabalhou por oito anos como repórter do Jornal do Commércio, quando perguntada sobre o que diferencia o jornalista de impresso dos demais, vai além: “é preciso pôr a mão na massa... em impresso não tem essa coisa que tem em TV e rádio da notícia passar por um setor de apuração e produção antes de chegar na mão do repórter”. E acrescenta: “em impresso o repórter está muito envolvido com tudo, desde a concepção da pauta (onde na maioria das idéias é dele) até o produto final”.

Uma questão importante a ser tratada quando o assunto é jornalismo impresso é o mercado de trabalho, que para o profissional dessa área é bastante reduzido. No estado de Pernambuco existem apenas três jornais de grande circulação diária e a quantidade de novos profissionais sendo lançados no mercado de trabalho todos os anos é imensa. A opinião de A.V. é de que “essa quantidade de gente entrando no mercado nunca vai ser absorvida por um mercado assim tão restrito”. A editora de treinamento da redação da Folha de São Paulo em nota enviada pelo seu ombudsman Mário Magalhães, diz que “há perto de cinqüenta faculdades de jornalismo no estado de São Paulo. Em apenas uma delas, a UNINOVE, são 1.500 estudantes... a enorme maioria deles não vai conseguir trabalhar em um bom jornal ou revista e vai exercer a profissão numa assessoria de imprensa ou em uma publicação pequena”. A única afirmação comum entre os profissionais consultados, é que – utilizando palavras de Katarina Cardoso – “há sempre espaço para os bons”.

É possível observar também, de forma clara, que o jornalismo impresso vem no decorrer da sua história passando por constantes modificações, se adaptando às novas realidades, como após o surgimento do rádio, em seguida da televisão e agora com a consolidação da Internet como meio de comunicação. Mas a mesma história nos mostra que ele conseguiu manter o seu espaço e de acordo com a visão dos profissionais atuantes na área – está longe de perdê-lo.

Texto escrito em 05/11/2007

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